O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e o prefeito da capital, Eduardo Paes, afirmaram que um policial militar foi responsável por imobilizar o atirador que matou dez crianças e deixou 30 feridos em uma escola no Realengo, na zona oeste.
“A tragédia poderia ser muito pior se não fosse a ação de um policial militar, um herói, que atingiu esse criminoso e evitou que ele continuasse esse massacre”, afirmou Paes durante coletiva à imprensa concedida após o incidente.
Segundo Cabral, o sargento Alves estava em uma operação a dois quarteirões do local do atentado, quando foi abordado por duas crianças que conseguiram fugir da escola. Ao chegar no prédio, o policial encontrou Wellington Menezes de Oliveira com a arma engatilhada para mais disparos no terceiro andar e atirou nas pernas do rapaz. Em seguida, Wllington se matou com um disparo contra sua cabeça.
O governador ainda confirmou que o atirador foi aluno da escola durante aproximadamente cinco anos, o que facilitou sua entrada na instituição. De acordo com Cabral, a professora da sala de leitura conversou com Wellington e o reconheceu. Ele solicitou seu histórico escolar, a educadora pediu um instante para atendê-lo e, em seguida, o rapaz já havia deixado a sala para realizar o massacre.
O atirador estava com duas armas e um cinturão com explosivos. Cabral disse que o armamento é profissional e será investigado.
Segundo o prefeito do Rio, não haverá aula na escola nesta sexta-feira. Paes descartou o fechamento da instituição, que existe há 40 anos, e garantiu que ela continuará aberta à comunidade. “A escola atende crianças com deficiência auditiva, busca estar mais aberta possível para a comunidade”, afirmou. “É um lugar feito para construir sonhos transformado num pesadelo, num inferno.”
